terça-feira, 22 de maio de 2007

"Sangue, suor e lágrimas"

Henrique Fernandes
A célebre frase de Winston Churchill, refere-se a dor da guerra, mas bem que poderia ser usada, sem hesitação, para as grandes decisões do futebol. Para os jogos em que é preciso muito mais que tática e técnica para regozijar ao final do certame.

Durante 10 meses os estádios de toda a Europa se iluminaram para receberem os melhores jogos do continente. Lá no distante 12 de Julho de 2006, quando Liepajas Metallurgs da Letônia, ND Gorica da Eslovênia, Pyunik Yerevan da Armênia entre outros buscavam um lugar ao sol, começava o torneio de clubes mais magnífico do mundo, e um dos mais democráticos.

Amanhã, é o dia em que ele se acabará. Liverpool e Milan, tradicionalíssimos e merecedores, alinharão no OACA Spyro Louis de Atenas sob os apupos de milhares de torcedores e os olhos atentos de milhões de telespectadores para a disputa derradeira do troféu. Multicampeões, ambos já sentiram o gosto do título - os italianos seis vezes, os ingleses cinco - e prometem fazer desta final um jogo único e repleto de alternativas, como fizeram na temporada 2004/05.

Naquele jogo - sem dúvidas uma das melhores partidas que já tive a honra e o prazer de assistir - os Reds se impressionaram com a voracidade dos rossoneri, que marcaram três a zero logo no primeiro tempo, com Paolo Maldini e Crespo, duas vezes. Mas motivados pelo sempre infalível "You will never walk alone" da torcida inglesa, uma reação dramática recolocou o Liverpool na disputa, com gols de Gerrard, Smicer e Xabi Alonso, no rebote de um pênalti em um gol chorado, heróico.

A prorrogação faria brilhar a raça inconteste de Jamie Carragher e a boa sorte e competência do goleiro Dudek. Os penais, deram então naquela ocasião título merecido aos Reds, que comemoraram a virada histórica em um jogo inesquecível com cerveja, cânticos e muita alegria nos pubs espalhados pela cidade de Liverpool.

Que os Deuses do futebol nos concedam a honra de assistirmos a mais uma partida como a de dois anos atrás, para que nós, simples mortais, possamos mais uma vez desfrutar de uma partida imortal. É jogo pra não esquecer nunca mais.

Acervo completo!

João Luiz

Novamente ele chegou sem inspiração, mesmo assim, esperando pelo sonho tão almejado e aos 41 anos. Romário parecia um menino em campo atrás do desejado gol mil. Não foi aos 33 minutos do segundo tempo, o craque não fez tabela e muito menos limpou o goleiro. Mas de tanto nervosismo bateu de chapa no canto direito, com muita humildade.

Vem o Vasco novamente pela direita com Thiago Maciel. Ele levanta a cabeça procurando pelo Baixinho. Thiago cruza buscando o peixe na marca da cal, mas a zaga do Sport alivia. Os jogadores do Vasco reclamam toque de mão de Durval e o juiz assinala(...)É pênalti! É pênalti! Gritou um fanático locutor carioca, junto dos milhares de torcedores que, assim como ele, procuravam Romário em campo.

O Baixinho tremia, olhava de um lado para outro. O intervalo entre a confirmação do juiz vinda do apito do árbitro e a autorização da cobrança parecia uma eternidade. Soa novamente o apito, Romário escolhe o canto - friamente como sempre - e parte diante do gol tomado pelo arqueiro do rubro-negro pernambucano. Bola para um lado, goleiro para outro... Não foi um gol de anjo, nem mesmo um gol de placa, mas de ouro, que garantirá ao Peixe um nome na história como o segundo maior goleador de todos os tempos.

O juiz poderia não ter marcado o pênalti, Romário poderia errar a cobrança e nem mesmo entrar em campo. Mas quiseram os deuses do futebol que a milésima obra do Baixinho fosse feita ali, no velho São Janu, de Vargas e dos trabalhadores, de Dinamite e Ademir Menezes e ainda sim, de Eurico. O Mário Filho, oráculo do futebol, ficaria para outros tempos, assim como os clássicos contra Botafogo, Flamengo e Fluminense.

Romário, que antes era o cara da camisa 11, agora é o artilheiro nota mil! Uma obra para coroar o maior acervo em atividade do futebol mundial. Que sua galeria nunca deixe de estar em exposição.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Arrogância, soberba e títulos

Bruno Guedes

Wanderley Luxemburgo. Currículo invejável, títulos e mais títulos, um mestre do Brasileirão. Um treinador que conhece como poucos a arte de ganhar títulos. Um homem que com o dinheiro da Parmalat montou o esquadrão verde, que saiu da fila de mais de vinte anos em 1993. O artíficie do primeiro Campeonato Brasileiro vencido pelo Cruzeiro. O homem que, mesmo sem sucesso, treinou o galático Real Madrid.

Mas, o que falar da conduta desse senhor? Tão vencedor quanto polêmico. Amado e odiado ao mesmo tempo por grande parte da nação, que reconhece seu talento, mas abomina seu caráter. E, nas últimas semanas Luxa contaminou com uma pitada a mais de seu veneno nosso futebol.

Primeiro, deixou claro sua ligação com empresários no caso Pedro e Tiuí. Afirmou publicamente que não trabalharia mais com o representante do primeiro, e apontou outros dois como sendo de sua total preferência e confiança. Afeição é uma coisa normal também no futebol. Mas, o que prevalecem no final, os interesses do clube ou do treinador? E se qualquer dia desses, Luxemburgo retornar a Seleção Brasileira? Só levara atletas do seus amigos?

Sábado foi a vez do técnico trazer a tona sua maneira de se jogar nos braços do torcedor. Na derrota por 3 a 2 para o modesto América de Natal, a torcida santista pegou no pé (como faz a muito tempo) do meia Rodrigo Tabata. O que fez Luxa? Espinafrou o atleta perante a imprensa. E a preparação psicológica do jogador? As palestras motivacionais? Nada disso. É melhor escolher algum culpado, antes que a torcida pegue no seu pé.

Uma pena, que a arrogância seja um tumor maligno na vida de Luxemburgo. Um talento que o Brasil e o mundo deixam de ganhar, por conta de um ego do tamanho de sua cabeleira dos tempos de atleta.

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Eu já falei no ar e deixo registrado aqui no blog. Sem um grande do futebol nacional, a Série B promete muito equibrio e emoção. Até agora só o Fortaleza venceu as duas partidas. Das vinte equipes, apenas quatro não conseguiram vencer ainda. E essa é só a segunda rodada!

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Para não dizer que não falei de Vasco e Romário vai aí o link do texto que escrevi ontem para o meu blog:

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Já que citei o Idéias sem Ponto, vai aí um texto meu de março deste ano, que pode servir como uma resposta ao texto do amigo Henrique Fernandes, postado aqui terça-feira passado:

A modéstia de Romário

Paulo Lopes

Após o milésimo gol marcado na noite de ontem, o assunto não poderia ser outro senão: Romário e o milésimo gol.

Após dois meses depois de marcar o gol número 999 o gol mil finalmente saiu. Assim como Pelé o gol também foi de pênalti e ainda do mesmo lado em que o “Rei” chutou. Mas não foi do local preferido do Baixinho. Ele não escondia de ninguém que o seu desejo era marcar no Maracanã. Mas o estádio é o que menos importa, o importante é a marca alcançada.

Nem questionarei se ele marcou ou não os mil gols. O fato é que na sua contagem, conseguiu. E por isso ele está de parabéns. Mas o que eu quero abordar neste texto são a humildade e modéstia do (nas palavras do atacante) melhor jogador depois de Pelé.

Romário e grande parte da mídia estão dizendo que este foi o segundo gol mil da história do futebol. Eu concordaria que foi o segundo gol mil coberto de marketing e com grande cobertura da mídia. Se o Baixinho considera que marcar com 13 anos num jogo válido pelo infantil (foi o primeiro gol do atacante que ele computou) ou em jogos treinos, é válido para a contagem então pressuponho que quase todos os gols podem ser considerados, só tirando os gols marcados em coletivos no treino. Então se isso é válido ele esqueceu de incluir nomes como Puskas, Friedenreich, Cláudio Adão e quem sabe Roberto Dinamite ou Zico.

Ele tem todo o direito do mundo de sentir orgulho e de comemorar, mas só tem que ser mais humilde e reconhecer que ele não é o dono da sabedoria e do mundo, porque marcar o primeiro gol com 13 anos e o milésimo com 41 é pra poucos, mas te garanto que para mais de dois.

Para quem quiser saber quando e onde todos os gols de Romário foram marcados é só acessar o link e depois clicar em histórico e gols do Romário.

domingo, 20 de maio de 2007

Enfim o gol mil

Jonas Mendonça

Não foi o palco desejado. Nem as melhores circunstâncias, já que o milésimo estava agonizando. Mas Romário marcou em São Januário o gol que lhe garante um lugar especial na história do futebol brasileiro e mundial. Como Pelé, o Baixinho marcou o gol mil cobrando pênalti, bem ao seu estilo: passos curtos, cobrança perfeita. Romário agora é mil! Parabéns Baixinho!!! Resta saber se Romário encerra sua brilhante carreira, o que seria normal e uma boa escolha.



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Esses nem o Souza errava...



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Ontem foi dia de Monobloco. Hoje deveria estar inspirado para escrever, mas gastei toda a energia. Inspirado foi o repertório de ontem. Dentre as melhores, "Explode Coração", da Salgueiro, e Fio Maravilha. Uma palinha...



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Frase da Semana: "Não vou parar agora, mas se tivesse que parar, pararia feliz" (Romário, após fazer o milésimo gol).

"Saracuteando"

Paulo Monteiro

Eu tinha medo de bicho Papão!

Toda criança algum dia já teve medo do Velho do Saco, da Mula sem Cabeça, do Saci, e principalmente do bicho Papão, que habitava as zonas inferiores às nossas camas. Coisas de criança, mas que com o passar do tempo, essas coisas desaparecem e passam a fazer parte da nossa memória infantil. Ter medo de monstros é normal, o problema é quando um adulto treme toda vez que escuta Bicho Papão, ou um time “mais que experiente” escuta aquela voz tremulante e de filme de terror dizer: “Estamos perto da final”. O Botafogo já é bem grandinho para sentir isso. Um time dúbio, que hora faz partidas memoráveis, vence jogando bonito, um futebol vistoso, impossível de não aponta-lo como um dos favoritos a uma vaga na Libertadores, ou quem sabe ao próprio título do Brasileirão 2007. Mas que quando escuta a voz sussurrante (final do carioca contra o Flamengo, final da Taça Rio, quase eliminado pela Cabofriense, semifinal da Copa do Brasil) se treme todo, se encolhe, e é lógico perde, e o pior na única hora que não podia.

Após vencer o Internacional, em Porto Alegre, tudo parecia claro, arrasaria o esforçado Figueirense, apenas esforçado que se diga de passagem. Mas não foi isso que o torcedor viu em Santa Catarina. A partida mostrou um Botafogo que jogou como um “Inter da Casa da Mãe Joana”, um “Desportivo do Judas Perdeu as Botas”, era qualquer time, menos o Botafogo, berço de Garrincha. Encolhido, amedrontado, esperando perder de apenas 3 a 0, que já seria um bom resultado. E só não foi uma goleada histórica porque o bom Júlio César fechou o gol botafoguense.

Existe uma coisa que se chama preparação psicológica, e cabe a diretoria do alvinegro, juntamente com o técnico Cuca realiza-las diante de seus jogadores. Cuca que leva o estigma de Monteiro Lobato, e continua assustando as criancinhas agora não mais do sítio do Pica-Pau Amarelo, mas da creche “General Severiano”. Creche não é nenhum termo depreciativo, apenas os identifica como crianças, algumas até prodígio, mas que continuam com medo das finais, e em vez de se mostrarem valentes garotos lutando pela camisa que vestem. Medo de Bicho Papão eu já tive, e todos já tiveram, mas um time como o Botafogo, glorioso em sua história, não pode se render ao medo, não mesmo! Se o alvinegro fosse um Brasiliense da vida (time novato), até aceitaríamos, time este que muito pelo contrário, lutou até o fim e vendeu caro a derrota para o Fluminense.

Após a derrota de 2 a 0 para o Figueirense, as chances de termos outra final carioca da Copa do Rio, (opa), da Copa do Brasil diminuirão muito, mas como dizia o velho sábio : “A esperança é a última que morre”, e ainda mais, como em uma campanha política a alguns anos atrás ela venceu o medo, só depende do psicológico dos jogadores. E agora Botafogo como vai ser?

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Romário acaba de marcar seu milésimo gol. Parabéns para ele. Um jogador, um craque, um ídolo. Parabéns ao Sport que ficará imortalizado também. Minha maio dúvida: Será que o patrocínio do Banco BMG ainda continua?

sábado, 19 de maio de 2007

Bungee Jump

Débora Nobre

Por que não falar de esportes radicais? Dentre tantas opções e maluquices diferentes...

O primeiro Bungee Jump surgiu na Ilha de Pentecost, localizada no Oceano Pacífico Sul. Diz a lenda que uma mulher da tribo Bunlap, tentando fugir do seu marido, resolveu escalar uma árvore. Vendo que ele continuava a persegui-la, a mulher amarrou cipós nos tornozelos e saltou, alcançando o solo com segurança.

Desde então, os homens desta tribo escalam torres de madeira e saltam amarrados em cipós como forma de prova sua bravura. No ritual, eles escalam a torre e pulam de plataformas para exibir sua força e mostrar que não serão enganados por suas mulheres.

Estes aborígines ficaram conhecidos como “Land Divers” (mergulhadores da terra) quando dois fotógrafos da “National Geografic” desembarcaram na ilha. Em meados de 1979, o clube de esportes perigosos de Oxford (Inglaterra) apresentou ao mundo um novo esporte. Amarrados por elásticos apropriados para esta prática, saltaram da ponte Clifton, em Bristol. Já nos anos 80, um Neo Zeolandês chamado Allan John Hackett colocou o Bungee Jump na mídia mundial, realizando um salto perfeito na Torre Eiffel, em Paris. Desde então, cá milhões de pessoas vem se aventurando nessa nova modalidade esportiva.

Os esportes radiais são perfeitos para quem gosta de adrenalina pura. Há quatro anos tive a oportunidade de visitar Queenstown, na Nova Zelândia. Uma cidade linda, com uma paisagem inacreditável. A cidade foi escolhida para ser locação da trilogia "O Senhor dos Anéis". Lá foi construído o primeiro bungee jump do mundo em uma ponte com 43 metros de altura. Escolhi este lugar para experimentar o esporte. Relamente, é uma sensação indescritível. Se jogar no meio do nada parece uma atitude muito irracional, mas é delicioso. Muita adrenalina e a melhor ilusão de liberdade.

Quem gosta de vencer desafios e ultrapassar os próprios limites pode tentar a prática de esportes radicais. Mas é altamente aconselhável procurar equipes especializadas e experientes. Se você puder juntar a isso uma paisagem deslumbrante, essa vai ser uma experiência inesquecível.

Três Campeonatos

Monique Soares

O futebol paulista está passando por alguns momentos interessantes. O Santos, que está atuando em dois campeonatos, está ousando em jogar com o time reserva no início do Brasileirão para investir bem na Libertadores. Atitude condenada por alguns técnicos que dizem que os pontos iniciais de um campeonato são de suma importância podendo garantir a continuidade de uma boa campanha. Com isso, essa semana o Peixe perdeu em 4 a 1 para o Sport. Pernambuco agradece. Já na Libertadores, o time titular investiu no 0 a 0, jogando no México. O time do Santos é muito bom, exemplar, mas desvios podem acontecer. Está na hora de agir com mais cautela e lembrar que a vitória na Libertadores conduz ao Japão e a um possível título mundial, ou seja, não é pouca coisa.

O Palmeiras - aquele mesmo que há uns tempos atrás estava a caminho do fundo do poço - pegou impulso e retomou a ativa. Está se recuparando aos poucos e mostrou bem isso no jogo contra o Flamengo. Aquele jogo aconteceu de tudo. Os paulistas estavam à vontade, se sentindo em casa. Teve gol do Claiton, que nem ele próprio deve ter demorado a acreditar. E Renato Augusto acertou o pé. Encontrou a direção do gol, porém com o pé esquerdo. Ele deve estar experimentando outros métodos de finalização já que seu pé direito o estava desapontando. Mesmo assim, conseguiram a façanha de perder em casa por 4 a 2. Esqueceram do talento de Edmundo e, principalemte, esqueceram de marcar. Quem não faz leva.

Nesse contexto se insere a derrota do Botafogo. Perderam fora de casa para o Figueirense por 2 a 0. Isso confundiu a cabeça de muitos com relação a final. Era quase unânime a aposta em uma final Flu X Bota. Será que será isso mesmo? O Botafogo não resistiu a marcação do adversário e seus craques, com isso, nem pareciam estar presentes em campo. Poderiam ter jogado mais pelas laterais. Lição para o próximo jogo, afinal, Copa do Brasil, assim como a Libertadores, decide-se em 180 minutos.

O Fluminense fez sua parte e venceu em casa o Brasilinense por 4 a 2. Quebraram o tabu de que o Brasiliense venceu todos os jogos fora de casa e que assim também venceria o Flu. Agora é ir a Brasília e confirmar a classificação para a final.

O Vasco, que estava há quase um mês sem jogar pois não tinha Brasilierão e estava fora da Copa do Brasil, retoma todas as atividades e objetivos. Isso inclui fazer uma boa campanha, conquistar títulos e o gol mil. Como não?! O Gol Mil do Romário. O objetivo foi transferido pra Celso Roth. Agora será contra o Sport. Pelo visto o Romário abriu mão do gol mil sair num clássico no Maracanã. E que isso acabe logo.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Dança das cadeiras

Felipe Muniz

Ivo Wortmam, esse é o nome da primeira vítima da dança das cadeiras. Isso apenas na primeira rodada do Brasileirão 2007. Assistimos nos últimos anos essa prática muito comum e o que se observa é que essas trocas constantes não influem muito no rendimento posterior das equipes. O Fluminense ano passado quase foi rebaixado devido a insistência em botar a culpa no seu treinador, o Santa Cruz também esteve entre os clubes que também mudou muito seu comandante e hoje figura na Segundona.

O que encontramos no futebol brasileiro hoje é a falta de bons jogadores. Os maiores craques vão cada vez mais cedo para Europa e com uma moeda pouco valorizada no mercado mundial, mercados como Arábia Saudita, Qatar, Japão, Coréia entre outros levam o que sobra de “mais ou menos” do país.

Com todo esse panorama os técnicos são cada vez mais valorizados, pois têm que cada vez mais tirar “leite de pedra” para conseguirem montar seus times e quem dirá elencos para disputar três ou quatro campeonatos em uma temporada.

Essa dança das cadeiras promete continuar incessantemente e vale lembrar que os técnicos não são santos também, pois alguns abandonam seus clubes sem o menor pudor.

Mais profissionalismo é que precisa nosso futebol e isso é tudo que pede o torcedor.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Dispensados ou dispensáveis?

Renan Caixeiro

Kaká e Ronaldinho pediram dispensa da seleção na Copa América. Dispensa aceita pela CBF (sim, ela tem que aceitar). Kaká é indispensável ao esquema de Dunga mas Ronaldinho...até hoje só fez duas boas partidas pela seleção (Inglaterra[2x1] e Argentina[4x1]).

O dentuço tirou férias durante a Copa de 2006, e disse estar há dois anos sem férias. Lembram de Weggis? Uma festa! Kaká jogou a Copa machucado e não aguentava mais o estrelismo dos outros vértices do quarteto. Não teve culpa, ele tentou jogar futebol.

O que me intriga é: Lúcio e Juan mandaram alguma carta para a CBF pedindo dispensa? Não! E arrebentaram na Copa 2006! Porque as estrelas que ganham muito mais dinheiro que a dupla de zaga pedem dispensa?

Copa América não é SPA, é uma competição oficial da FIFA, é prazerosa de ser vencida (lembram dos argentinos e do gol de Adriano?). A próxima só acontece em 2011 e ano que vem o calendário vai estar livre para as tão desejadas férias. Que pobreza de espírito, que falta de consideração com a Amarelinha. Sigam o exemplo de Lúcio e Juan e deixem a mediocridade de lado, Ronaldinho e Kaká.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

A bola da vez

Thamara Gomes

Ricardo Izecson dos Santos Leite. Esse é o nome do melhor jogador do mundo na atualidade. Jogador não muito conhecido pelo seu nome, mas pelo apelido que carrega: Kaká, titular absoluto do Milan e da Seleção Brasileira com apenas 24 anos.

Kaká já está merecendo o título de melhor jogador do mundo concedido pela FIFA há pelo menos um ano. Atuando na Europa há mais de 3 anos, o jogador é o destaque do seu time e o principal responsável pela atual campanha do time italiano na Liga dos Campeões, deixando sua marca nada menos do que 10 vezes. Muita coisa para um meio-campista!

Pensamento rápido, velocidade e precisão nos passes são algumas das qualidades do craque brasileiro. E ele ainda tem o que falta em alguns bons jogadores como o português Cristiano Ronaldo: objetividade. Sem muitos ‘saracuteios’ Kaká está sempre em busca do gol.

Na última sexta-feira o meia pediu à comissão técnica brasileira sua liberação da Copa América, alegando cansaço, nada mais justo para um jogador que está há 3 anos sem férias. Já garantido na Liga dos Campeões do ano que vem, o próximo desafio do jogador é levantar a taça da Liga deste ano, já que o Milan está na final, e enfrenta o Liverpool na próxima quarta-feira, dia 23. Artilheiro da competição e com mais uma boa atuação na final será difícil tirar o título de melhor do mundo de Kaká este ano.

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E esse jogo você acompanha pela Rádio Universitária, a partir das 15:30!!! www.radio.ufjf.br

terça-feira, 15 de maio de 2007

Como o futebol Paulista se tornou medíocre

Henrique Fernandes
Que me desculpem os bairristas convictos e os apaixonados. O futebol Paulista está acabado. Já explico. Para isso, usarei a cronologia, algo lógico, matemático e didático o bastante para que todos entendam. Eu poderia buscar o já distante ano de 2001, ano em que o futebol de São Paulo teve nove participantes na série A, mas pegarei desde 2003, ano em que o sistema de pontos corridos foi implantado no Brasil.

Em 2003, sem Palmeiras, coube ao São Caetano juntar-se aos “grandes de São Paulo”, chegar à Taça Libertadores, e juntamente com São Paulo e Santos figurar dentre os maiores do país, em um ano que o campeão Cruzeiro sempre esteve há anos luz dos outros times do Brasil. Ora, o Cruzeiro não é Paulista, e campeonato Brasileiro sem o Palmeiras, por si só já é uma vergonha para o futebol do estado de São Paulo.

Logo veio 2004, ano em que o Santos alcançou na reta final seu segundo título da competição. O São Paulo ficou pouco atrás e obteve um ótimo terceiro lugar. Em quarto, o Palmeiras e em quinto, o Corinthians. Dentre os cinco primeiros, quatro Paulistas. Perfeito? O estado estaria de parabéns, se lá embaixo, o campeão Brasileiro de 1978, o Guarani, não amargasse um vexatório rebaixamento, que se desenhara com várias rodadas de antecedência. Menos um paulista na elite do futebol nacional. Era a seqüência da derrocada.

Em 2005, em clara ajuda do “caso Edílson” – adivinhem a qual federação o árbitro era filiado! – o Corinthians “acabou ganhando” um campeonato em que o Internacional de Porto Alegre jogou um melhor futebol. O Palmeiras “cavou” uma vaga para a Libertadores se aproveitando da incompetência do Fluminense, que se tivesse a sorte dos Palmeirenses, chegaria a competição internacional. O São Paulo de ressaca pelo título sul-americano – conquistaria o mundo no final do ano – ficou num modesto 11º lugar. O Santos decepcionou e terminou em 10º. Ao menos o estado não amargou nenhum rebaixamento, mantendo seis participantes na competição nacional.

Em 2006, o início do fim. É bem verdade que lá em cima, o São Paulo ganhou com infinitos méritos o campeonato Brasileiro. O Santos, com a estrela de Luxemburgo, alcançou a Libertadores da América. Corinthians e Palmeiras lutaram contra o rebaixamento o campeonato inteiro, sendo que o Alviverde esteve ameaçado até a penúltima rodada, quando se salvou da degola graças à ruindade evidente da Ponte Preta. Aliás, metade dos rebaixados foi paulista: São Caetano – outrora sensação – e a centenária Ponte Preta cansada de sempre lutar contra o rebaixamento. Apesar de quatro acessos na segundona, nenhum paulista e o futebol de SP, ficou com só quatro times na série A.

Agora chegamos a 2007. Este campeonato Brasileiro será o mais equilibrado desde que inventaram os pontos corridos. Hoje, os times de São Paulo estão em mesmo número que os do Rio Acabou-se a hegemonia. O Corinthians parece tentar se reencontrar no futebol de Zelões, Betões, Magrões e aposta em Finazzi e na molecada que sairá do clube tão logo dólares sejam abanados no exterior.

O Santos vive de Luxemburgo. Com um elenco claramente limitado, o time se ressentirá das saídas iminentes de Kleber, Cléber Santana, Maldonado e do astro-mor, Zé Roberto. O que se verá depois disso é o que aconteceu neste domingo na Ilha do Retiro. O Palmeiras é uma incógnita e parece ter um trabalho para o futuro. O sucesso à curto prazo depende da boa fase de um veteraníssimo de 35 anos e da permanência de Valdivia, cada vez mais improvável e que se tornará ainda mais utópica após a Copa América.

O campeão São Paulo, definitivamente não é mais o mesmo. Qualquer um diria, após o humilhante 4 a 1 sofrido dentro do Morumbi para o agora modesto São Caetano da segunda divisão, que resultados assim acontecem no futebol. Acontecer acontece, mas não aconteceria com o São Paulo de 2005 ou com o de 2006. De lá pra cá, saíram Lugano, Fabão, Mineiro, Danilo, entre outros, difíceis de serem substituídos apesar do dinheiro tricolor. Acontece que o clube dependia de jogadores comuns como Souza, Richarlysson, Aloísio, Leandro, que longe de serem craques, dependem de uma boa fase. Muricy já percebeu que a fase boa destes atletas parece ter chegado ao fim. Mas até a readaptação do esquema de jogo com Hugo, Jorge Wagner e com o virtuoso Dagoberto, o Tricolor deverá perder a chance de lutar pelo título deste Brasileirão e a cabeça de Muricy estará a perigo. Com o fim do São Paulo, para mim, o melhor e mais estável Paulista, o futebol do estado caminha para ser o que o futebol Carioca era há até pouco tempo: uma incógnita em busca de reviver os tempos gloriosos.

Quando ser diferente é anormal

Bruno Guedes

O Pan do Rio é a primeira grande competição esportiva organizada no Brasil que acompanho. Talvez, por isso, me surpreenda com algumas notícias e reportagens próximas aos Jogos. Que as instalações esportivas estão sendo feitas as pressas, deixou de ser manchete assim como bala perdida na Cidade Maravilhosa. Entretanto, o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman dizer a imprensa, que é absolutamente normal ocorrerem greves de operários as vésperas do início do Pan soa muito estranho. Será que nas Olimpíadas de Atenas, Atlanta, ou no Pan de Winnipeg foi assim?

No sábado foi a vez a revista LANCE A+ publicar uma entrevista com Laís Bernardino, atleta do hóquei sobre a grama que abandonou sua seleção acusando o técnico Cláudio Rocha (filho do presidente da Confederação do mesmo esporte) de favorecimento de atletas e autoritarismo. Várias atletas desistiram do Pan por causa de Cláudio, ainda acusado por Laís de ser péssimo treinador. E o COB? Investigou o assunto? Trouxe explicações a mídia e a atleta? A resposta é não.

E o que falar da venda de ingressos. Feita para favorecer apenas cambistas e agências de viagem. Torcedores como Paulo Monteiro que cochilaram um pouquinho a mais ficaram a ver navios na esperança de ver várias modalidades. Em uma hora se esgotaram os ingressos da final de vôlei masculina. Em quatro ou cinco, praticamente todas as finais estavam esgotadas. Enquanto isso em Gauadalajara palco do Pan de 2011, todas as instalações serão entregues em 2009. Os outros DOIS ANOS servirão para promoção de eventos testes. Uma pena que nós, brasileiros, só achamos comum o errado. Temos muito a aprender.

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Para os espanhóis, Massa foi um vilão que jogou o carro pra cima de Alonso e impediu Príncipe das Astúrias de vencer. Para os brazucas, Felipe foi arrojado e defendeu a posição. Mas, independente de quem estava certo, os fãs de Fórmula 1 sentiram um gostinho daquelas velhas rivalidades, Senna e Prost, Piquet e Mansell, Villeneuve e Schumacher. Parabéns aos dois pela manobra! E parabéns a Hamilton, o mais jovem líder da história da maior categoria do automobilismo mundial!

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Uma sugestão para a cartolagem!

Paulo Lopes

Para os times brasileiros existem cinco campeonatos possíveis para serem disputados. São eles: Estadual, Libertadores, Copa do Brasil, Brasileirão e Copa Sul-americana. Os três primeiros são jogados no primeiro semestre e os dois últimos no segundo. Mas não seria melhor copiar a fórmula dos campeonatos europeus? Em que quem joga a Champions League não joga a Copa da Uefa e os dois campeonatos nacionais podem ser jogados pelos times que estão nesse campeonato europeu.

Estou dizendo isso por causa da falta que eu sinto em ver grandes times jogando a Copa do Brasil, porque estão competindo na Libertadores. Eu concordo que seria inviável um time jogar três competições ao mesmo tempo, não haveria nem datas para isso. Mas então porque não se faz igual a Europa? Fazendo uma analogia, a Champions League seria a Libertadores, a Copa da Uefa seria a Sul-americana e a Copa e o Campeonato Nacional seria disputado como é por aqui.

A sugestão que eu dou é a seguinte: no primeiro semestre seriam jogados os Estaduais, a Libertadores e a Sulamericana. Mas quem jogasse a Libertadores não poderia jogar a Sul-americana. O critério seria definido pela colocação do time no Brasileiro do ano anterior. E o segundo semestre ficaria apenas para o Brasileirão e a Copa do Brasil.

Com isso a Copa do Brasil ganharia mais times de tradição e melhores jogos. Hoje em dia quem joga a mais importante competição das Américas não pode jogar nem a Sul-americana (com exceção do campeão brasileiro) e nem a copa nacional. Ela te exclui de dois torneios. Seria muito melhor ela só te excluir de um. Porque imaginar que um time que sempre se classifica para Libertadores nunca mais possa disputar a gloriosa Copa do Brasil seria um castigo gigante. Por tudo isso, dou minha sugestão para o melhoramento do futebol brasileiro.

domingo, 13 de maio de 2007

"Saracuteando"

O natal que vos espere

Paulo Monteiro

Acabaram os Estaduais, e ele chegou. Chega meio sem força, o povo ainda meio desconfiado, mas ele esta aí, o Campeonato Brasileiro começou ontem. Uma competição que mais parece uma maratona: chega depois um pouco do Coelhinho da Páscoa e acaba perto da chegada de Papai Noel. Mas o bom velhinho do campeonato, não é nada bondoso, apenas uma torcida se exalta com o título, enquanto quatro outras choram pelo presente de grego, uma viagem rumo a segundona. Para ganhar um bom presente, o time tem que se planejar, não brigar com os juízes e com os “coleguinhas” de profissão, fazer o dever de casa, e principalmente: fazer gols. Quem se habilita a cumprir tais obrigações? Antes de apontar os favoritos ao título, e ao descenso, você pode estar se perguntando o porquê de falar sobre presentes de natal logo em maio. A resposta é simples, em um campeonato de pontos corridos, com 38 rodadas, um time campeão começa hoje, quer dizer, começou ontem.

Planejamento é a questão primordial no futebol. E por tal motivo é impossível não colocar o São Paulo como um dos principais favoritos. O time tricolor não chega perto da seleção que tinha em 2005. Perdeu peças importantes, e não conseguiu contratar a altura, não por incompetência, mas falta dessas peças no mercado nacional. O Inter caiu muito do ano passado para 2007, mas mesmo assim é um time aguerrido e que sabe se superar, podendo surpreender. O Santos tem um time forte, e um treinador competente. Seria o virtual favorito se como peixe que é, não morresse na praia. O Grêmio é o time sensação. Voltou da Série B em 2005, ficou na terceira colocação ano passado, e acabou de eliminar o tricolor paulista da Libertadores. Força, Raça e disposição, um Grêmio da maneira gaúcha de ser.

Lá em baixo a situação é disputadíssima. O América-RN é virtual rebaixado. Náutico, e Sport lutam para se manter na Série A, e têm chances, fizeram boas campanhas na Copa do Brasil e possuem times rápidos e até certa medida, consistentes. O Vasco, que não contratou, perdeu Renato Gaúcho, e contratou Celso Roth, já deu inúmeras provas que é um time medonho e candidato a sair da elite do futebol nacional.

O Fluminense se recupera, principalmente após a contratação do ex-técnico vascaíno, e hoje saiu da UTI, em minha opinião, e não corre mais risco de vida. Outro que deve dar muita dor de cabeça ao torcedor, é o Corinthians, que perdeu as estrelas, perdeu dinheiro, perdeu o controle, e fez péssimas contratações, e nessa situação a rigidez de Carpegiane não ajuda muito. Cada um por si e Deus por todos, se bem que alguns dos times que disputam o nacional, nem Deus salva.

Parabéns às mães pelo dia de hoje!

Pensamento (ou indagação) do dia: O mundo é tão machista que a CBF resolveu presentear todas as mães com o início do campeonato nacional. Além de perder o “maridão” para alguma pelada televisiva (pelada = jogo de futebol, pelada ≠ “gostosona” rebolando nas propagandas de cerveja), são obrigadas a cuidar sozinha das crianças, além de em alguns casos serem obrigadas a escutar: “ Mô, traz a cerveja” ou “ Cadê o salgadinho”. Tinha que começar hoje?

sábado, 12 de maio de 2007

A sorte está lançada!

Por Débora Nobre
Campeonato Brasileiro 2007
1ª Rodada

Dia 12 de maio de 2007, às 18h10

Estádio Orlando Scarpelli - Figueirense x Atlético-PR

Maracanã - Fluminense x Cruzeiro

Morumbi - São Paulo x Goiás

Dia 13 de maio, às 16h

Mineirão - Atlético-MG x Náutico

Beira-Rio - Internacional x Botafogo

Maracanã - Flamengo x Palmeiras

Estádio Durival Britto - Paraná x Grêmio

Dia 13/05, às 18h10

Morumbi - Corinthians x Juventude

Machadão - América-RN x Vasco

Ilha do Retiro - Sport x Santos

Agora não tem mais jeito! Quem treinou, treinou; quem não treinou, pode começar a correr atrás porque chegou a hora. O Brasileirão deste ano começa agora. Que vença a equipe com a melhor campanha, o melhor time e a melhor estrutura. Se não for pedir demais, que vença o time com o melhor técnico, sem a já conhecida dança das cadeiras entre os treinadores.
Hoje o São Paulo enfrenta o Goiás em casa. Desmotivado, o tricolor vem de uma derrota inesperada para o Grêmio justamente na Libertadores, alvo de adoração dos torcedores. É hora de esquecer a desilusão e seguir em frente. O Goiás tampouco chega feliz ao campeonato. Derrotado na semana passada, perdeu o título estadual para o Atlético - GO. E por essa ninguém esperava.
São Paulo 2 x 1 Goiás
Amanhã é a vez de Flamengo e Palmeiras. O primeiro foi campeão e vem cheio de moral para esse campeonato. O segundo... Esse precisa urgente erguer a cabeça e seguir em frente. Já passou da hora do alviverde se reestabelecer como uma grande equipe. Pena que terão que esperar mais uma semana...
Flamengo 2 x 0 Palmeiras
O Juventude não deveria meter tanto medo, mas dar palpites em jogos do Timão ficou difícil há muito tempo. Pelo menos o técnico Paulo César Carpegiani já decidiu a equipe. Pela iniciativa...
Corinthians 1 x 1 Juventude

Viraram história

Monique Soares
Esta semana ocorreram jogos que com certeza entrarão para a história do futebol. Quem teve a oportunidade de conferir pode se considerar privilegiado.
Dez clubes e legiões de torcedores usufruiram da ressaca da comemoração. E mal ccomemoravam títulos já tinham que se preocupar com a Copa do Brasil ou a Libertadores. As torcidas, ainda com a adrenalina do grito de campeão, foram garantir o apoion das arquibancadas. O resultado foi um lindo espetáculo.
O Santos retribuiu com um resultado de 3 a 2, de virada, com direito a gol de letra. Zé Roberto nem foi embora ainda mas os santistas já estão começando a sentir seu breve retorno à Europa. O Flamengo venceu por 2 a 0 mas não foi o suficiente para passar de fase. Pagaram por um erro de 3 a 0 cometido no jogo de ida fora de casa, mas contaram com os aplausos da torcida e cantos entoados ao longo dos noventa minutos. O São Paulo também foi eliminado, pelo Grêmio, no Clássico Tricolor, fazendo a felicidade dos gremistas que ainda comemoravam o título estadual. Quinta-feira o Botafogo se classificou, sob alguns protestos, e o Paraná não sobreviveu ao Libertad.
O futebol brasileiro tem agora Santos e Grêmio avançando de fase na Libertadores. Botafogo e Fluminense na Copa do Brasil.
Em meio a vitórias e derrotas o saldo ainda assim foi positivo e o torcedor conferiu os jogos que entraram para a antologia do futebol.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Um mês!

Parabéns aos blogueiros e leitores do Resumo Esportivo versão internet. Ontem completamos um mês no ar.
Que muitos outros venham pela frente!

Abraço a todos!!!
Bruno Guedes

Cruzeiro 2003, será mesmo um acidente?

João Luiz Freitas

Folhear as página do livro “Memórias do Tri”, de Alex Medeiros traz a tona as memórias de um grupo supercampeão, imbatível e que jamais será repetido em toda a história. Sem maiores comparações também me fez lembrar de uma equipe recente, que em busca de um sonho inédito, certamente lista entre as melhores equipes brasileiras dos últimos tempos : o Cruzeiro de Luxemburgo em 2003.

Julgada por alguns colegas do programa como acidente de percurso, time desnecessário, caro e sem planejamento. Mas o que se toma como planejamento senão títulos? E não foram poucos, três conquistados brilhantemente pelo Cruzeiro e que, queiram ou não, garantem a ele a Tríplice Coroa - mais que um título, uma marca dedicada a poucos times em todo o mundo.

Ah, 2003! Um ano inesquecível para os torcedores da parte azul das Minas Gerais. A conquista do mineiro já era esperada, mas a Copa do Brasil, vencida de forma avassaladora sobre o Flamengo e o inédito Brasileiro, em que a equipe bateu recordes de pontos e gols feitos. Seriam outros acidentes?.

Com uma equipe de bons jogadores como Aristizábal, Maurinho, Deivid, com o talento do excepcional Alex e o dedo tático do mestre Luxa, o Cruzeiro foi diparado o melhor time daquele ano. E alguns jornalistas paulistas ainda tiveram a audácia de insistir no Santos como campeão moral. Tolos colegas, o time do Leão foi freguês até onde não poder mais durante toda a temporada.

Um erro? Talvez não ter vencido a Libertadores no ano seguinte, mas também não era tão necessária, a campanha vitoriosa na temporada coroou aquele grupo para sempre. Um acidente? De percurso não, da história talvez. Mas o certo é que o torcedor brasileiro jamais esquecerá os jogos do Cruzeiro em 2003, jogos inesquecíveis. JOGOS IMORTAIS.

Brasfoot da vida real?

Renan Caixeiro

Que tal ter o seu o próprio clube de futebol profissional? Você decide quem contratar e quem colocar em campo. As substituições e formações táticas são por sua conta. Pensou no Brasfoot?Ou no Football Manager? Então você se enganou. Estou falando da vida real.

O site myfootballclub.co.uk oferece aos usuários a chance de realizar esse sonho. Você escolhe um clube inglês e se cadastra, assim que forem completadas 50 mil inscrições cada membro deverá contribuir com 50 euros. Os fans decidirão contratações e aspectos dentro de campo, além de terem acesso aos vídeos de treinamentos diários para tomarem melhores decisões. O time mais votado até agora é o Leeds United, que faliu há algumas temporadas (seus diretores querem vendê-lo) e está na 2ª divisão inglesa.

Amazing! Há tempos não via nada tão criativo. Tudo seria votado, até futuras contratações. Em oito dias já foram feitos nove mil cadastros, o myfootballclub é um sucesso.

Apresentada a parte fantástica da história, cairemos na realidade. 50 mil pessoas x 50 euros = 2,5 mi de euros. Quem seria o fan administrador desse dinheiro? Alguns deveriam doar muito mais dinheiro que outros já que para adquirir um clube é necessário muito investimento. Estes com certeza não dividiram o poder igualmente com aqueles fans dos 50 euros, enfim, não daria nada certo.

A idéia é muito interessante, pena que a disputa por poder e dinheiro sempre fica em primeiro plano, ultrapassando a paixão pelo futebol.

Homenagem da semana: José Silvério, um dos maiores locutores do mundo . Ouçam com atenção.

Jogada (sorte) da semana – Gol de letra, de fora da área, encobrindo o goleiro.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Santo de casa não faz milagre

Thamara Gomes

Nada menos do que 6 jogadores das categorias de base cruzeirense entraram em campo no último jogo da final do Campeonato Mineiro. E quem esperava que estes jogadores ficassem queimados diante da torcida após o jogo se surpreendeu: os garotos corresponderam à expectativa do treinador interino Emerson Ávila.

O Cruzeiro foi melhor durante quase toda a partida e o menino prodígio Guilherme, de 18 anos, o melhor em campo, atuando como quem pede explicações por ter ficado de fora do time titular na primeira partida. Além da base, outro que voltou a se mostrar eficiente foi o lateral-direito Gabriel, que fez excelente apresentação, avançou ao ataque sem deixar de lado a marcação.

O time celeste precisava de um milgagre para levantar o caneco do Mineiro. A equipe criou boas oportunidades mas só conseguiu balançar as redes duas vezes, com Guilherme e Wellington, ambos de 18 anos, ainda no primeiro tempo. O Cruzeiro não levanta a taça, mas com essa vitória a torcida cruzeirense deposita as esperanças em um futuro próximo, e começa a ver o futebol de garotos que poderão se tornar seus ídolos.

***

É esperar pra ver : O treinador Levir Culpi anunciou ontem a sua saída do Atlético e irá trabalhar no Japão. Nem com os apelos da torcida o treinador deixou de lado a boa proposta do Cerezo Osaka. Mas para o lugar dele já foi acertada a volta de Geninho. Do outro lado da lagoa o novo técnico é o vice-campeão paulista Dorival Júnior. Com a escassez de bons técnicos no futebol brasileiro, os mineiros conseguiram duas boas opções. Geninho já fez um excelente trabalho no próprio Atlético e Dorival vem de uma ótima campanha com o São Caetano.

terça-feira, 8 de maio de 2007

As duas faces de uma decisão

Henrique Fernandes
Final de campeonato Carioca. O certame, é a 210 quilômetros de minha casa, mas meu espírito está lá, vidrado no gramado do maior do mundo. Até o apito inicial do árbitro, ainda estou na primeira partida da decisão. 2 a 2 de dois jogos em um, que só serviram para começar tudo de novo na partida decisiva e para prenunciar um jogo épico. E ele veio.

O primeiro tempo, como sempre, de estudo. Dois times que se respeitam, duas torcidas que se respeitam, dois treinadores que se respeitam. Bola rolando e coração disparado. Eu, em casa, envergo a camisa tradicional que já começa a mostrar o desgaste do uso contínuo e apaixonado. Nos olhos que não desgrudam da tela, a esperança no título, no peito, a estrela. Primeiro tempo encerrado e nada: 0 a 0.

O segundo tempo começa e não tarda o grito de gol. Numa arrancada sublime de Juan, Souza estufa as redes de Max. 1 a 0 Flamengo. Juan se joga ao chão no gramado, crendo ter feito a jogada para o gol do título, se engana.

Demoram três minutos até Lúcio Flávio cruzar e Juninho marcar de cabeça o gol que recolocou o Botafogo no campeonato. Cruzamento excepcional de Lúcio Flávio, cabeçada certeira de Juninho. Lúcio Flávio. Juninho. O destino guarda algo que jamais esquecerão para dali a alguns minutos. Em uma jogada de superioridade, técnica, maestria e heroísmo, o artilheiro absoluto Dodô recebe frente a frente com Bruno e o encobre, a bola morre mansa, abraçada nas redes do Maracanã. Dodô. Bruno. 2 a 1 Botafogo. Uma virada com autoridade e belíssimo futebol. Tudo isto em menos de cinco minutos.

Aí a lógica dá lugar à mística. Um jovem de 19 anos corre indomável pela intermediária. Enverga a dez de Zico. A dez da salvação. Seu nome é Renato Augusto, o prodígio do Flamengo que não chuta bem. Eis que "aquele que chuta mal" remata de longe, um petardo forte que só pára nas redes de Max. Um chute maestral, inimaginável. 2 a 2 de um empate que coloca a decisão nos pênaltis.

O tempo se arrasta e as grandes penalidades parecem inevitáveis, mas o destino ainda reserva um sortilégio. O derradeiro. Jogada isolada do ataque do Botafogo, a última jogada do melhor ataque do campeonato.

Jorge Henrique toca por elevação e coloca o artilheiro do Campeonato com 13 gols, Dodô cara-a-cara com o goleiro Bruno. É o último lance da decisão, último minuto. Lance fatal. Dodô corre e alcança a bola. Com um toque, coloca-a a sua frente, à sua feição e finaliza no canto de Bruno, marcando o que seria o gol do título Alvinegro. O bandeira marca impedimento incorretamente, e parte o coração da torcida Botafoguense. O árbitro expulsa o heróico Dodô, alegando que o artilheiro teria chutado a bola depois de seu apito. Dodô chutou, eu também chutaria. A última bola, na cara do goleiro, com um jogador da capacidade de Dodô. Aquela bola tinha que morrer na rede, mesmo que fosse por um gol virtual.

Pênaltis.

Lúcio Flávio, exímio chutador, bate com categoria no canto esquerdo de Bruno. Bruno voa e alcança a bola. O Botafogo está abatido pela perda de seu artilheiro e por ter sido usurpado dele o direito de ser campeão por ter jogado o futebol mais bonito que se viu no Rio nos últimos anos. Tem coisas que só acontecem com o Botafogo.

Agora é Juninho que vai à bola. Bruno defende, a bola beija o travessão e caprichosamente volta à campo. Bruno, o herói pega a segunda penalidade. A segunda perdida por um artíficie do gol de empate alvinegro, aquele que lançou o Botafogo de volta a disputa aos 11 do segundo tempo. Eu disse que o destino lhes reservava algo para aquele dia. Tem coisas que só acontecem com o Botafogo.

O Flamengo está perfeito nos pênaltis, o Botafogo, ferido. Leonardo Moura decreta o título. Flamengo campeão. Alegria para 70% dos presentes no estádio. Torcedores que apoiaram o Flamengo quando o time estava na pior, vindo de uma traumática derrota no exterior, torcedores que confiaram e que foram presenteados. Agora são eles que dizem: "Somos campeões". São eles que conferem a grandeza a este time do Flamengo, que por seus jogadores é medíocre, mas que cresce com a camisa Rubro-Negra e com o grito da torcida.

Fica assim decidido o campeonato carioca. Justiça? Futebol em nada tem a ver com justiça. Mas ao analisarmos friamente a decisão, compartilho da opinião de Carlos Augusto Montenegro, vice-presidente do Botafogo: "O time do Botafogo merecia este título, a torcida do Flamengo também". Então está justo para os que gostam de justiça. Mas eu sou Botafoguense e tenho que expressar o que sinto. Quero hoje falar como torcedor. Sinto uma estranha sensação de superioridade. Sinto que o Flamengo ganhou mais não levou, já que o que ficará na memória é o futebol vistoso, bonito de Dodô, Zé Roberto, Lúcio Flávio, Túlio e não os pênaltis bem batidos por Juan, Léo Moura, Renato e pelo inexpressivo Roni. E foi isso que fez a minoria Botafoguense no Maracanã aplaudir seu time, confiantes de que o mundo não acabou com o pênalti decisivo.

A torcida do Flamengo sabe que o Fla venceu o campeonato e está feliz por isso. Mas sabe que venceu jogando pior que o adversário, sem vencer um único clássico, e que pode de uma hora pra outra, levar de três para um Defensor da vida e não ter forças para reagir. O Botafoguense sabe que o time perdeu e está triste por isso. Mas sabe que perdeu jogando melhor que o adversário, sem perder um único clássico e que pode de uma hora pra outra golear um adversário e não contar com outros fatores para perder um título seu. Dá até pra sentir o gostinho doce da vitória. O Botafoguense confia em seu time.

Coisas do futebol: um campeonato, dois campeões.

Coisa de garoto

Bruno Guedes

Durante minha infância futebol foi o ar que respirei. Jogar bola, colecionar figurinhas, jogar futebol de botão era o que mais me agradava fazer (perdão, mas quando comecei a descobrir essas coisas, o videogame da moda era o Atari, nada mais tosco que quatro bonequinhos conjugados correndo em busca de uma bola retangular). Entretanto, naquela época eram os times brasileiros os ícones. No final dos anos 80 e princípio da década de 90 a graça na pelada era ser o São Paulo, o Vasco, o Corinthians. Uns encarnavam Raí, outros Júnior, Neto, Bebeto, depois vieram Edmundo, Evair, Marcelinho. Na mesa de botão, as equipes eram, na grande maioria, nacionais, o legal era conquistar os times do Criciúma, Náutico, Paysandu.

Agora a cabeça da molecada mudou. Com a difusão da Internet e TV a cabo, os garotos querem ser Eto´o, Drogba, Cristiano Ronaldo. Todos sabem a escalação do Milan, as contratações do Real Madrid. Até álbum da Liga dos Campeões da Europa se vende por aí. O produto que é vendido aos mais novos não é mais o futebol nacional, os clubes da nossa terra. Mas sim equipes inglesas, espanholas, italianas que acabam tendo muito mais destaque na mídia.

Um exemplo disso ocorreu no dia seguinte à partida entre Milan e Manchester United. Fiquei chocado com uma discussão no Orkut entre dois jovens, com idades entre 15 e 18 anos no máximo. Cada um torcendo para uma das equipes, se ofendiam abertamente em uma das comunidades de discussão do site. Como torcedores de Flamengo e Vasco, ou Cruzeiro e Atlético, exacerbavam suas paixões (a níveis lamentáveis) pelas equipes estrangeiras.

Não posso negar que, como fanático pelo esporte bretão, sempre busquei conhecer e assistir equipes estrangeiras. Lembro-me bem do Milan de Gullit, Rijkaard e Van Basten. Ou do jogaço em 91 entre a Sampdoria de Toninho Cerezo, contra o Barcelona de Koeman, Stoichkov, na decisão da Liga. Mas sempre acompanhando tudo como um fã de futebol, não como um torcedor. Apesar da maior possibilidade de informação disponível hoje, lamentavelmente, os dirigentes têm muita culpa nesse novo jeito do brasileiro torcer. Hoje é muito comum ver garotos torcendo para o Chelsea, Barcelona, Internazionale. Tudo por culpa dos cartolas que vendem os jovens craques, devido à falta de outras receitas que não a negociação de jogadores. No Brasil, nenhuma agremiação se organiza para ser vencedora, para ser hegemônica. No máximo se intenta vencer uma temporada e disputar a Libertadores do ano seguinte.

Quando todos os clubes tupiniquins mudarem sua estrutura, deixando de gastar como ricos e receber como pobres. Quando perceberem que planejamento se faz para cinco, seis, dez temporadas. Quando virem que o torcedor é o seu maior patrimônio. E, quando descobrirem que eles e não a televisão são os donos da festa, quem sabe poderemos ter um campeonato lucrativo e caríssimo, como na Inglaterra. Aí, talvez, os craques (algo em que somos especialistas) fiquem por aqui.

Certamente após essas mudanças serão os garotos europeus, asiáticos, entre outros que começarão a escolher o Grêmio, Santos, Flamengo no Winning Eleven. E, no Natal, irão pedir ao Papai Noel camisas do Atlético Paranaense, Botafogo, Internacional...

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O futebol e os torcedores do Rio de Janeiro não merecem o triste lance que decidiu o seu campeonato estadual no domingo. Bola para Dodô. Hora da consagração. O gol que isolaria o matador na liderança da artilharia. Pela segunda vez seguida maior goleador do Rio. Mas o bandeira levanta o pano. Impedimento. O circo estava armado. O campeonato, marcado por grandes partidas, dois 4 a 4, duas finais fantásticas, estava manchado.

No fim, o Rio não tem o campeão que merece. Ao alvinegro resta erguer a cabeça e continuar o belo trabalho. Ao revoltado Bebeto de Freitas, resta continuar a reconstrução do clube de General Severiano. E ao torcedor flamenguista, que nada tem a ver com isso, resta lotar o Maior do Mundo quarta, contra o Defensor.

E a Federação de Futebol do Rio de Janeiro, um pedido: não deixem a falta de competência de árbitros e cartolas sujarem o mais lindo espetáculo da terra.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Parabéns Campeões!

Paulo Lopes

Hoje é segunda-feira, um dia de muita alegria e também de muita tristeza pelos estados do Brasil. Também não é por menos, a grande maioria dos campeonatos estaduais acabaram e ontem foram conhecidos seus campeões. Teve de tudo. Títulos esperados, surpreendentes, depois de vários anos na fila. Pois é, foi um final de semana cheio de emoções. E vale aqui ressaltar três campeonatos: Mineiro, Paulista e Carioca.

Depois de sete anos o Galo voltou a conquistar o Estadual de Minas Gerais. E foi sobre seu maior rival, o Cruzeiro. Depois de um começo muito ruim no campeonato, ficando algumas rodadas na zona de rebaixamento, o Atlético se recuperou e mostrou o grande time que é, e fez jus a sua história. Ele é o maior vencedor do mineiro, 39 títulos em sua história. Jogou melhor que o Cruzeiro e merecidamente foi campeão. Enfim, parabéns Clube Atlético Mineiro!

Com uma recuperação fantástica o Santos venceu por dois a zero o “grande” São Caetano e levou o bicampeonato para Baixada Santista. Fato que não acontecia desde de 67-68 na gloriosa época de Pelé. É um título incontestável. O Peixe liderou o campeonato inteiro, perdeu apenas duas vezes e manteve um futebol muito regular. E na decisão mostrou mais uma vez sua força. Precisava vencer por dois gols de diferença e conseguiu. Vale parabenizar o Azulão. Eliminou o São Paulo com uma goleada e jogou de igual pra igual com o Santos. Enfim, parabéns Santos Futebol Clube!

Provando mais uma vez que em finais o Flamengo cresce, o rubro-negro venceu o “favorito” Botafogo. O Fogão fez um campeonato melhor que o Flamengo, tinha melhores jogadores, tinha um grande técnico, mas como diriam os filósofos da bola: clássico é clássico e vice-versa. Foi isso que aconteceu, pensando racionalmente, o Botafogo seria campeão, mas nessas decisões não tem título antes da hora. Mais feliz foi o Flamengo que aproveitou os pênaltis e sagrou-se campeão. Esse título foi para mostrar a força que o time da Gávea tem, mesmo quando não possui um grande elenco. Enfim, parabéns Clube de Regatas Flamengo!

Enfim, parabéns a todos os campeões estaduais!

domingo, 6 de maio de 2007

Saracuteando

Paulo Monteiro

Flamengo Campeão

“Vai Flamengo, balança a rede do adversário/vai Flamengo comemorando seu primeiro centenário". Acabo de ouvir tal canção, antiga, mas muito utilizada mesmo após 12 anos de sua criação. Flamengo campeão carioca de 2007. Antes de quaisquer comentários vale-se elogiar o bom Estadual que tivemos. Os pequenos se agigantaram. O Madureira mostrou que não é mais um timeco suburbano, ganhou experiência com a velha guarda do futebol: Odvan, Djair, e mesclou a ela a boa garotada da terra do samba: Maicon, Léo Fortunato, e hoje não é mais um time verde e sem sal. O América voltou a ser aquele time simpático e competente. O capetinha voltou a infernizar os grandes, tirando pontos importantes de Vasco e Fluminense. Só uma coisa há de errado com o Mequinha, seu estádio tinha que ser o de Moça Bonita. Primeiro que nada mais escaldante que aquele caldeirão de Bangu, 42 graus na sombra e ventando. Segundo que as mulheres bonitas são o caminho pra perdição. O Cabofriense fez um primeiro turno ridículo, mas mostrou no segundo, que organização e disposição, da diretoria e dos jogadores, levam sim a bons resultados, e coloco muito sal no arroz doce alheio. O Fluminense (agora fiquei na dúvida, é grande ou pequeno?) ele disputou o campeonato carioca? Ovos, tomates e bananas às estrelas tricolores. Assim a camisa que já foi um manto honroso cheira a naftalina no fundo do báu, embaixo daquela velha calça de moleton lilás que ganhamos de nossas tias.O Vasco fez um papel importante, agora só falta um gol para o Romário fazer o milésimo, além de aumentar as estatísticas da supremacia do Flamengo em jogos decisivos.

Uma final: Flamengo e Botafogo. Nada mais justo. estavam no Maracanã os dois times que realmente mostraram um bom futebol este ano. Um 2 a 2 no primeiro confronto. Hesitei inúmeras vezes sobre quem seria o campeão carioca no último Resumo Esportivo, a dúvida me consumia. E a minha dúvida foi confirmada, outro 2 a 2 estampou o placar. Penaltis, detalhes do futebol. E nada mais justo que detalhes para definir uma final como esta. A estrela de Bruno brilhou, estrela não que a estrela quem tem é o Botafogo. Bruno se mostrou um bom pegador de penaltis, defendendo as cobranças de Lucio Flávio e Juninho. Flamengo campeão. Vice honroso ao time de General Severiano. Alvinegro que tem um elenco forte, um técnico competente e afinado com o elenco, e uma diretoria organizada. Não se espantem se o Fogão brigar por uma vaga na Libertadores da América (Brasileirão), e pelo título da Copa do Brasil. Conselho ao Rubro-Negro: comemore bastante, se beber não dirija, use camisinha, aproveite ao máximo, já que a Libertadores (...), essa tá pra lá de Bagdá, mas quem sabe depois de muitas cervejas e algumas doses de whisky algum torcedor a encontre... Parabéns Flamengo!

Decisão imprevisível

Jonas Mendonça

4-4-2, 3-6-1, que acaba virando 3-5-2. Ninguém conhece o esquema tático do Flamengo. Nem o próprio Ney Franco. E a escalação do time? Alguma vez os torcedores já tiveram certeza de quem seriam os 11 que entrariam em campo? Concordo com a filosofia de Ney Franco de escalar o time de acordo com o adversário. Futebol moderno é isso aí. Mas há tanto tempo na Gávea e o mineiro ainda tem dúvidas em quem confiar as posições. E parece que não aprende! O 3-6-1 da partida contra o Botafogo, domingo passado, virou 4-4-2 no vexame contra o Defensor e para hoje, logo mais no Maracanã, novamente veremos o Flamengo no 4-4-2. Olha! Ney Franco repetiu a escalação? Não. Houve pelo menos três mudançcas na equipe.

Enquanto isso o Botafogo vem com o time certinho, meio-de-campo compacto e Dodô sempre brilhando. Porém, com Max no gol. É incrível a força de vontade do goleiro reserva botafoguense! Entra em campo cabisbaixo, concede entrevistas todo molengão. Um atleta motivado! Ah se o Renato tiver um dia inspirado hoje!

No mais, a tarde promete no Maracanã. Todos os ingressos disponíveis foram vendidos. As torcidas irão fazer um grande espetáculo. Fica uma dúvida: o Botafogo deixou escapar o título depois de estar vencendo por 2 a 0 e ceder o emapte? Ou o Flamengo perdeu a chance de se consagrar campeão após empatar o jogo e desperdiçar várias chances de vencer a partida?

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Uma novidade! Ninguém sabia! A empresa que abandonou o Tupi e demitiu todos os jogadores após a campanha do Campeonato Mineiro voltou atrás e irá continuar à frente do futebol Carijó. O principal motivo da permanência é o aparecimento de novo patrocinador para o clube, que de acordo com o administrador da empresa que gere o futebol do Galo Carijó, irá bancar as passagens no Brasileirão da Série C. É muito bonzinho esse admnistrador! Já tem até gente pedindo para ele ser o novo prefeito da cidade. Que pelo menos continue proporcionando ao Tupi dias melhores.

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Momento de tristeza do Troféu Maria Lenk de natação. A bela Mariana Brochado, mais nova musa do esporte brasileiro não conseguiu vaga para o Pan. Após uma preparação de quase três anos, a jovem nadadora não conquistou o índice necessário. Era visível o abatimento de todos, até jornalistas, no Parque Aquático Júlio De Lamare. Também pudera. Mariana, além de muito simpática, é uma atleta dedicada. Bola pra frente!

Conheça um pouco mais sobre Mariana Brochado.



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Resumo Esportivo... Quem acompanhou o Resumo Esportivo essa semana teve o privilégio de ouvir, não lembro qual dia, a excelente apresentação de Renan Caixeiro. Muito dinâmico e natural, conduziu de maneira primordial o programa. Valeu Renan!

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Frase da semana: "Fizeram o arroz, o feijão, a batata frita e o ovo. E agora na hora de comer o filé mignon, saíram." (Luiz Carlos Monteiro, presidente do Tupi, ao falar sobre a saída da empresa que gerenciava o futebol do clube)

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Em busca do título

Débora Nobre



O Guaratinguetá Futebol Ltda. tem uma história peculiar. Time do interior paulista, nasceu como Esportiva e passou muito tempo sem ganhar destaque. Após algum tempo, o clube foi comprado pelos jogadores Rivaldo (então craque da seleção brasileira) e César Sampaio, mas continou distante de bons resultados. Órfão de uma boa administração e perto de ser destruído, o time ressurgiu em 2005 sob o comando de uma nova gerência, disputando a Série A2 do Campeonato Paulista.

Um dos poucos clubes brasileiros estruturados como empresa, o Guaratinguetá afirmou seu sucesso no ano passado, quando subiu para a série A1 do Campeonato. Essa conquista foi vista como uma recompensa ao esforço da diretoria do clube e à dedicação de sua torcida.

Contrariando tantos pensamentos negativos em relação ao desempenho da equipe no Paulistão, o Guará mostrou que tem chances de se consolidar como um time expressivo. Diante dos grandes clubes, resistiu à pressão e conseguiu ótimos resultados. Na Vila Belmiro, diante de um Santos favorito ao título, perdeu por um mísero gol e deu um baile na equipe da baixada. No Palestra Itália, começou ganhando do Palmeiras por 2 a 0 e segurou o empate até o fim da partida. Também teve ótimas atuações contra o fortíssimo São Paulo e o confuso Corinthians.

Agora, a equipe do Tricolor do Vale sonha com o título do Interior. O Guaratinguetá empatou com o Noroeste (1x1) a primeira partida em casa e apresentou um ótimo desempenho. Quem pôde ver, gostou. A decisão acontece hoje, lá em Bauru. Que vença o melhor!

Superação e força de vontade

Monique Soares

Essa semana surpreendeu muitas torcidas. Domingo (29/04), o São Caetano fez 2 a 0 sobre o Santos. Aquela equipe que vem recebendo elogios de todos os comentaristas especialistas em futebol. Não que o São Caetano não mereça, mas com certeza os santistas cobrarão infinitamente mais uma grande ou convincente vitória no próximo domingo.

Seguindo a ordem cronológica, terça e quarta foram os dias das semi-finais da Liga dos Campeões. Sinceramente, me decepcionei com essa. Esperava um jogo muito mais disputado entre Milan e Manchester, mas o que vi foi um time inglês quase apático, sem dar o sangue na partida. Não adianta ter um craque ou outro, se não houver uma sincronia de equipe ou espírito de equipe. Afinal, estamos falando de um eporte coletivo. No mais, parabéns ao Milan, que realmente mereceu ganhar e enfrentará o Liverpool na final.

Já que toquei no assunto de esporte coletivo, quero abrir um parênteses para o esporte individual. Na quarta-feira (02/05) Rafael Nadal e Roger Federer se enfrentaram amistosamente na chamada Batalha das Superfícies. A quadra ficou dividida em metade saibro e metade grama, devido a especialidade de cada um, porém durante a partida eles se revezavam. Nadal, o "Rei do saibro" derrotou Federer. O jogo foi longo, mas os dois confessaram ter se divertido muito. O que os organizadores não fazem para ganhar dinheiro...

Voltando ao futebol, não posso deixar de falar do que está por vir. Finais estaduais. Espero que muita coisa mude para o Brasileirão. O resultado do Flamengo na Libertadores foi frustrante. Se fizerem o mesmo na final de domingo, não me surpreenderia uma eventual invasão da torcida na sede do "Mais Querido". Finalmente deram um rumo no Claiton, que a colunista do Lance, Scarlet Breu, definiu como "uma mistura de Compadre Washington com Predador". se não vai melhorar, então não atrapalha.

Uma semana de resultados surpreendentes e finais nervosas. Quero voltar aqui e comentar algo que tenha valido a pena acompanhar pela força de vontade e belas jogadas. Sem catimba, agressão ou jogo fácil. Que todo mundo jogue com raça.

Planejar é preciso

Felipe Muniz

Depois de uma acalorada discussão sobre planejamento no Resumo Esportivo de ontem resolvi escrever sobre o tema. Muito se fala em planejamento no futebol brasileiro e podem-se perceber boas mudanças no cenário nacional. Manutenção de técnicos em seus cargos é importante para o clube e para os jogadores também. Mas não tem jeito é só perder alguns jogos que técnico cai mesmo. Uma das ultimas vítimas foi o técnico campeão do mundo Abel Braga. Outros já estão abalados em seus cargos como é o caso do técnico do Flamengo Ney Franco, mais dois fracassos e a diretoria não o deixa no cargo.

Planejar é dar respaldo a sua equipe e a seu treinador. Diante de tantos elogios ainda vemos que o amadorismo prevalece nos altos cargos do futebol brasileiro. Algumas exceções são vistas como é o caso do São Paulo e Grêmio. Mas na maioria dos clubes o técnico não tem tempo e não rende até pela pressão exercida pela diretoria e torcida.

É uma utopia pedir para o técnico ficar no clube como é o caso de Alex Ferguson, do Manchester United a 20 anos no cargo. Mas um maior apoio ao técnico dá resultado. Cuca está ai para provar isso, a diretoria do Botafogo confiou em seu trabalho e sua equipe hoje mostra um futebol gostoso de ser ver. Alguma dúvida de que se a equipe tivesse mudado de técnico isso estaria acontecendo?

Agora resta saber qual rumo o futebol brasileiro tomará daqui para frente...

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Revolta. A duas semanas escrevi sobre torcidas organizadas denunciando como agem integrantes de torcidas em jogos. Pois é, no ultimo domingo integrantes da Fúria Jovem-JF (torcida organizada do Botafogo) acertou uma garrafa de cerveja no rosto de um companheiro de faculdade sem motivo algum. O pior é que ainda em sua comunidade no orkut se gabam do feito. Mais uma vez fica minha indignação. Enquanto esse tipo de organização for permitida o futebol sempre vai dar um passo para trás.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Fala, Milton Neves!

Renan Caixeiro

Essa semana fiz três perguntas ao lendário Milton Neves para encerrar as entrevistas por uns tempos. O questionário abordou rádio, Globo e Record. Incisivo, Milton enfatizou o que disse Daniel Castro, da Folha: "Os clubes deveriam erguer uma estátua para o bispo Edir Macedo". Concordo plenamente.

Curtam aí o que disse o gigante do rádio.

1) Todos sabemos o quão importante o Sr. é para o radialismo brasileiro. Com a TV cada vez mais presente na vida do brasileiro, o Sr. ainda acredita na sobrevivência do rádio? Como o Sr. avalia a situação atual do radialismo no país? Há investimentos na área e profissionais de alto nível ou o Rádio está numa curva decrescente?

Milton - Agradeço o elogio monumental e creia: o rádio é imortal, mas o bom material humano escasseia. Motivo: a garotada hoje só pensa em 3 veículos. TV, TV e TV.

2) A Rede Record é gerenciada pelos bispos da Igreja Universal do Reino de Deus. Sabe-se que os programas de conteúdo evangélico estão perdendo espaço na Record e se transferindo para a Rede Mulher, visando alcançar a Rede Globo na liderança da audiência. O Sr. também acredita ser necessário diminuir o conteúdo evangélico para alavancar o Ibope da emissora? A única maneira de fazer sucesso na TV seria adotando o "padrão Globo” ?

Milton - É claro, e não se trata de religião evangélica, católica, judaica ou islâmica. Qualquer veículo que privilegiar religião demais na mídia eletrônica tende a ter audiência segmentada, portanto, menor. Valeu?

3) Milton, a Rede Record de televisão vem investindo pesado na busca pela exclusividade de transmissão de alguns eventos esportivos. Na última semana, depois de assegurar os direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos de 2012, a Record fez uma proposta de R$ 135 milhões para a Federação de Futebol do Estado do Rio pelas temporadas de 2009, 2010 e 2011 do Estadual . Como o Sr. analisa o monopólio da Rede Globo em eventos como Copa do Mundo e Brasileirão? A concorrência da Rede Record é benéfica ao telespectador?

Milton - Como escreveu o ótimo Daniel Castro, da Folha: "Os clubes deveriam erguer uma estátua para o bispo Edir Macedo". E, com a Rede Record de Televisão, ficou muito claro como os clubes têm tanto medo da Globo e há décadas entregam seus clubes por preços miseráveis.

P.S.: Ancelotti venceu novamente........

Tiago Domingos

NO GOL OU PRA FORA DO ESTÁDIO...

A cada quarta-feira, três chutes sobre jogos do meio da semana.

1) São Paulo x Grêmio: O melhor elenco do país em uma fase não muito boa, com a estréia de Dagoberto e um time “copeiro”, em bom momento, mas com o fraco Tuta e a incógnita Amoroso. Os dois “bambiaram” na primeira fase, mas o tricolor paulista vence o gaúcho. 3 a 1, com Aloísio, de novo.

2) Atlético Mineiro x Botafogo: Dois times em grande fase e disputando finais de estaduais. O campeão mineiro vem de grande resultado e o Botafogo de grandes jogos. Mas o time carioca tem tido um jogo decisivo atrás do outro, o que deve prejudicar seu rendimento em breve. Dá Galo, 3 a 2. Com outro show de Danilinho. E gol de Dodô não é aposta.

3) Defensor-URU x Flamengo: O jogo é no Centenário e o adversário é de um tradicional país rival. O elenco carioca é inexperiente em competições internacionais. Mas os prblemas param por aí. O alvinegro conquista a vaga em casa, mas consegue bom reultado hoje. Empate 1 a 1.

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CONTANDO, NINGUÉM ACREDITA...

A cada quarta-feira, histórias "verídicas".

Não tem como. Nem vendo, ninguém acredita...



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ESPAÇO ABERTO

É impressionante como tenistas de quadra rápida tem dificuldade para se adaptar ao piso lento. Era assim com Pete Sampras, o melhor de todos os tempos, e agora é assim com Roger Federer, futuro melhor de todos os tempos. Por conta disso, o suíço é freguês de carterinha do espanhol Rafael Nadal. Já são 7 derrotas em 10 jogos. E ainda vem Roland Garros.

No entanto, o número 1 do Ranking de Entradas não pode ser questionado. Quando não enfrenta o espanhol em quadra lenta, Federer reina soberano. Depois da temporada de saibro, ele vai recuperar o primeiro posto da Corrida dos Campeões e será o melhor da temporada por mais um ano. Mas Nadal será sempre uma mancha na carreira de Federer.

Never Alone, together in Athens!!

Henrique Fernandes
Para se ganhar a Liga dos Campeões da Europa, é preciso muito mais que um grande time, um grande técnico, uma grande estrutura, uma grande torcida. É preciso ter estrela. É preciso ter sorte.

O jogo de ontem entre Liverpool x Chelsea foi mais uma prova disso. O Chelsea é mais time. Melhores jogadores, um técnico que nada deve ao treinador do adversário, torcida apaixonada que sempre apóia o time, atletas com talento e poder de decisão para vencer campeonatos. Do outro lado, a eficiência de Steven Gerrard, um time meia-boca acertadinho, a estrela de Rafa Benítez e raça, muita raça.

O Chelsea comemorou o 1 a 0 no Stamford Bridge semana passada. Cedo demais. Será que o sempre precavido e calculista José Mourinho não imaginou a força do Anfield Road? Será que não imaginou que um time "mordido" com o coração ferido e fé na classificação poderia dar a volta por cima e triunfar?

Em uma jogada ensaiada de puro talento do treinador, o Liverpool fez o que precisava. Nos penais, com a torcida à seu favor e com Pepe Reina em seu melhor dia com a camisa dos Reds, o triunfo foi prenunciado e agora o Liverpool está na final. O adversário deverá ser o Milan, freguês da temporada 04/05 em uma das melhores partidas de futebol que já tive a honra de assistir.

Raça, honra, força, fé, vermelho-sangue, vermelho-fogo, vermelho-paixão, vermelho-Liverpool, tradição, emoção, heroísmo, Anfield Road, "You will never walk alone", Rafa Benítez, Steven Gerrard... sinceramente, não vejo como o Liverpool ser derrotado nesta final. Pintou o campeão.

Com as mãos no caneco

Thamara Gomes

Memorável, inesquecível!!! Assim foi o clássico entre Atlético e Cruzeiro no último domingo, 29 de abril. Final de Campeonato Mineiro, 1ª partida, e os azuis tinham a vantagem de dois empates! Nem o mais otimista dos atleticanos apostaria num resultado tão elástico! Clássico daqueles que marcam o futebol, histórias daquelas que “se contadas ninguém acredita”!

Primeiro tempo e o Galo já se mostrava melhor em campo, méritos do treinador, que escalou Éder Luís como titular e deixou o time mais ofensivo! Boas oportunidades criadas, e todas elas desperdiçadas na etapa inicial. O time celeste quase não chegava ao ataque e ainda teve um jogador expulso, Gladstone, aos 37 minutos! Em atitude equivocada, Paulo Autuori saca Fellype Gabriel do time e coloca o zagueiro Simões para tentar recompor sua defesa!

Segunda etapa, antes do primeiro minuto o Atlético abre o placar com Éder Luís, de cabeça! Apenas o início da ‘chuva’ de gols que cairiam na meta de Fábio. O segundo GOL alvinegro foi daqueles que merecem ser escritos com letras maiúsculas, Danilinho recebe lançamento cara a cara com o goleiro, dá um leve toque que encobre Fábio, e ainda completa pro gol. Valeu o ingresso!

E ainda teria mais, pênalti de fábio em Marcinho, que ele mesmo converte. Não perca as contas, 3 a 0 Atlético! Aí viria o lance memorável, logo após o pênalti o time do Cruzeiro decide sair rapidamente e pede uma bola ao gandula, Araújo a coloca no centro de campo e reinicia a partida tocando para trás. Vanderlei toma a bola, tira o zagueiro e chuta para o gol. Fábio, desatento, nem vê a bola entrar. É a quarta vez que o atlético balança as redes.

Fim de papo e o Galo põe a mão na taça! O Atlético só perde esse Campeonato se for para ele mesmo, o time está entrosadíssimo e merecendo mais um título na era Levir. A equipe mostrou muita garra e vontade de vencer, o que enche o torcedor de alegria e dá esperanças também na Copa do Brasil. E como já estava escrito nas estrelas não tenho medo de dizer : “Atlético, campeão mineiro 2007”. Alguém duvida?

terça-feira, 1 de maio de 2007

Que pena, Fábio

Bruno Guedes

Lembro de uma das primeiras partidas do goleiro Fábio como profissional do Vasco da Gama. Uma promessa ainda, vindo do União Bandeirante do Paraná, com rápida passagem pela divisão de base do Cruzeiro e Atlético Paranaense. Reserva de Hélton e Márcio, Fábio entrou no segundo tempo de um jogo contra o Santos na Vila Belmiro. Hélton acabara de ser expulso e o jovem se confrontaria com o atacante Viola, um dos artilheiros do Brasileirão de 2000.

Bola no canto esquerdo do goleiro e...defesa!!! Fantástica defesa e partida do terceiro goleiro vascaíno. A partir daquela partida Fábio começou uma emergir. Ganhou a vaga de segundo goleiro, e, automaticamente passou a interessar a outras equipes, até mesmo do exterior.

Com a saída de Hélton, depois de briga com Eurico Miranda, Fábio virou titular. Foi campeão apenas do Carioca de 2003, mas ganhou a confiança e admiração de vascaínos e outros torcedores país a fora. Durante muito tempo era o principal jogador do clube de São Januário. Certamente, cansado de companheiros medíocres e salários atrasados, Fábio também entrou em choque com o soberano da Colina. Voltou em 2005 para o Cruzeiro de Belo Horizonte.

Desde então começou seu calvário. Foi o titular do vice Mineiro contra o Ipatinga, sendo culpado por muitos pelas falhas na decisão. Foi mal também nos dois Brasileiros que disputou pela equipe celeste. E a antipatia da torcida aumentava cada vez mais. Nem o título mineiro de 2006 ajudou a limpar a barra do goleiro mato-grossense.

Mas, o ápice foi a falha do último domingo. De costas para o canto não viu Vanderlei marcar o quarto gol do chocolate atleticano na primeira partida da decisão do Mineiro. Para quem acompanhou o brilhante início de carreira de Fàbio, nos resta a tristeza da medíocre fase do goleiro, odiado pelos cruzeirenses. E agora, depois de tudo, serão seis meses parados, devido a uma contusão.

Que os Deuses da Bola, façam seu futebol voltar.

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Amanhã é o dia do confronto entre os dois maiores jogadores de futebol da atualidade: Kaká x Cristiano Ronaldo. Milan x Manchester United, pelas semi-finais da Liga dos Campeões da Europa. Qualquer palpite: impossível.

Seria muito legal ver a revanche do alvinegro italiano contra o Liverpool, contudo, a fantástica campanha dos Diabos Vermelhos da Inglaterra merece ser coroada com a maior competição de clubes do mundo.

O certo, é que perder essa partida é um sacrilégio, então, se você não vai poder curtir na telinha da TV, acesse
http://www.radio.ufjf.br e curta com a Equipe de Esportes da Rádio Universitária esse incrível clássico.

A transmissão começa às 15h30, e vai ter a narração de Douglas Rocha, o locutor que faz TREMER! a galera.

Imperdível!!!